Centroavante tosco (e ainda em atividade), ficou até 2006 no Parque São Jorge, jogou 31 vezes e anotou - sabe Deus como - 6 míseros e chorados gols. Ele era ruim com a direita, péssimo com a esquerda. Corria pouco, errava cabeçadas fáceis e no quesito canelada era rei. Subiu junto com com Jô, Wilson e outras crias da base corinthiana e fez a gente sofrer pouco (em quantidade de jogos) e muito (na qualidade da grossura).
Em especial, lembro de dois lances impressionantes. Contra o Bahia, lá para 2004 ou 2005, ele foi bater na bola e conseguiu chutar seu próprio pé. Em outro, eu estava no estádio e a coisa foi ainda mais rorrorosa. No emblemático jogo contra o fortíssimo Cianorte (do goleiro Adir), em que tínhamos de ganhar por um caminhão de gols para classificar à próxima fase na Copa do Brasil, ele conseguiu perder um gol muito cara a cara (vídeo abaixo). Em termos de lance perdido, só fica atrás daquele do Joel Mecânico, que embaixo das traves deu uma canelada na bola e meteu por cima da meta (esse é outro que entrará na relação dos piores do Timão Treta).
Aqui, na extinta coluna Regra 10, do Eduardo Costela, um belo texto da época em que o craque foi vendido. Abaixo, os melhores momentos de Corinthians e Cianorte no Pacaembu (vale muito ver o jogo de ida também, só com pataquadas homéricas de todos). O gol perdido do Bobô foi aos 56 segundos do vídeo. (Em tempo: não lembrava - ou nunca soube - que no gol do Cianorte havia 4 caboclos impedidos. Malditos!).