terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bobô (Corinthians, 2004 a 2006)

Até esse chegar, o pior Bobô que passou pelo Timão foi aquele baiano barbudo que adorava dar migué - ele também foi o jogador mais dolorido da história do time, até aparecer o Rodrigo Beckham (que ganhará um post só dele, aliás). Só que, em 2004, pintou o Deivson Rogério da Silva, um jovem Bobô, vindo das categorias de base do Corinthians.

Centroavante tosco (e ainda em atividade), ficou até 2006 no Parque São Jorge, jogou 31 vezes e anotou - sabe Deus como - 6 míseros e chorados gols. Ele era ruim com a direita, péssimo com a esquerda. Corria pouco, errava cabeçadas fáceis e no quesito canelada era rei. Subiu junto com com Jô, Wilson e outras crias da base corinthiana e fez a gente sofrer pouco (em quantidade de jogos) e muito (na qualidade da grossura).

Em especial, lembro de dois lances impressionantes. Contra o Bahia, lá para 2004 ou 2005, ele foi bater na bola e conseguiu chutar seu próprio pé. Em outro, eu estava no estádio e a coisa foi ainda mais rorrorosa. No emblemático jogo contra o fortíssimo Cianorte (do goleiro Adir), em que tínhamos de ganhar por um caminhão de gols para classificar à próxima fase na Copa do Brasil, ele conseguiu perder um gol muito cara a cara (vídeo abaixo). Em termos de lance perdido, só fica atrás daquele do Joel Mecânico, que embaixo das traves deu uma canelada na bola e meteu por cima da meta (esse é outro que entrará na relação dos piores do Timão Treta).

Aqui, na extinta coluna Regra 10, do Eduardo Costela, um belo texto da época em que o craque foi vendido. Abaixo, os melhores momentos de Corinthians e Cianorte no Pacaembu (vale muito ver o jogo de ida também, só com pataquadas homéricas de todos). O gol perdido do Bobô foi aos 56 segundos do vídeo. (Em tempo: não lembrava - ou nunca soube - que no gol do Cianorte havia 4 caboclos impedidos. Malditos!).



domingo, 4 de agosto de 2013

Valdson (Corinthians, 2004)

Quando o Casagrande disse, no meio da transmissão, que o Corinthians precisava "colocar alguém para marcar o Valdson", eu já sabia que a vaca tinha ido para o brejo. Em menos de 90 minutos, eles fez um gol contra, uma falta que deu origem a gol e, depois de furar uma bola fácil no meio campo, um pênalti que parecia demais um lance de futebol-americano. Se o Brasil fosse um país sério, a performance renderia alguma espécie de prêmio ao pior jogador que eu vi com a camisa do Corinthians.

Infelizmente, o demente não jogou somente essa partida com a camisa do Coringão. Foram várias outras apresentações em que ele achou uma boa ideia sair jogando e perdeu a bola, tentou chutar e pegou o adversário ou foi cabecear para longe e meteu a bola em condição perfeita para o gol contra sua própria meta. A bem da verdade é que não dava para esperar muito de um jogador que em sua entrevista inicial disse que "estava chegando ao Corinthians para tentar se projetar e depois para algum time grande".

Se eu não estiver muito enganado, ele, no Botafogo, tinha a condição de ídolo. Era basicamente uma espécie de, em tese, um Válber melhorado. Na prática, era um balde com pernas. Além de 200 bolas nas costas e 700 perdidas bisonhamente, levou a alcunha de Seu Boneco (graças ao tamanho da pança). Chegou mal e saiu pior. De acordo com a Wikipedia, depois de apresentar o futebol medonho no Timão, ainda assustou torcidas do Ceará, Paysandu, Boavista, Gama, Confiança, Sergipe, River Plate do Piauí e Itabaiana.

Abaixo, sua melhor apresentação pelo Timão.